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Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) teria orientado a forma como seriam administrados, nos Estados Unidos, recursos destinados ao filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As informações constam dos autos do Caso Master, que tiveram o sigilo retirado na noite dessa quinta-feira (10/9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.

Em manifestação encaminhada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mencionou indícios de que Eduardo teria participado da escolha da estrutura offshore Havengate Development Fund LP para receber recursos relacionados ao projeto. Entre os valores investigados estão repasses atribuídos ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, classificados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como possível “aporte ilícito”.

A investigação cita mensagens envolvendo Vorcaro, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o publicitário Thiago Miranda. Segundo os investigadores, as conversas indicariam a participação de Eduardo nas orientações sobre a gestão financeira do projeto nos Estados Unidos e sobre a utilização da Havengate.

De acordo com trecho da decisão, em março de 2025, Miranda teria informado a Vorcaro sobre a intenção de Flávio e Eduardo de realizar uma reunião relacionada ao filme. Posteriormente, teria sido compartilhada uma captura de tela de uma conversa atribuída ao ex-deputado contendo orientações sobre os recursos.

Investigação apura valores destinados à produção

Conversas reveladas anteriormente pelo Intercept Brasil mencionaram a possibilidade de um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar a produção cinematográfica.

Segundo as informações presentes na investigação, os valores discutidos relacionados ao projeto poderiam alcançar cerca de R$ 134 milhões.

As apurações fazem parte das investigações do Caso Master e procuram esclarecer a origem, a destinação e a movimentação dos recursos. As conclusões mencionadas nos documentos representam elementos da investigação e manifestações dos órgãos responsáveis pelo caso, não uma condenação definitiva dos envolvidos.

Com informações de Metrópoles

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