
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, concedeu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para estender por mais 90 dias a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi assinada nesta quarta-feira (4/11). O inquérito investiga possíveis irregularidades no financiamento da produção cinematográfica e tem entre os investigados o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).
A PF solicitou a ampliação do prazo para concluir diligências que ainda estão pendentes. Uma das linhas de apuração envolve a possível utilização de recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, no financiamento do longa-metragem.
O inquérito é relatado pelo ministro André Mendonça, mas o pedido de prorrogação está sob análise da Presidência do STF.
Investigação sobre remessas ao exterior
Em uma análise complementar, a Polícia Federal apontou contradições no depoimento do empresário e delator Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, sobre transferências de US$ 12,3 milhões para um fundo nos Estados Unidos investigado por possível envolvimento no financiamento do filme.
Proprietário da empresa Entre Investimentos, Mineiro afirmou que realizou as remessas a pedido do pastor Fabiano Zettel, com autorização de Vorcaro.
O empresário declarou, entretanto, que acreditava estar investindo em empreendimentos imobiliários e que só tomou conhecimento, por meio da imprensa, de que os recursos teriam sido destinados ao financiamento do filme.
A investigação busca esclarecer a origem e o destino dos valores, além de identificar possíveis irregularidades nas operações financeiras relacionadas à produção.







