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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (16), um mandado de busca e apreensão contra um homem investigado por disseminar mensagens de ódio nas redes sociais. A operação foi realizada em Ceilândia e busca esclarecer se o suspeito atuava sozinho ou mantinha vínculos com grupos extremistas que atuam no ambiente digital.

Segundo as investigações conduzidas pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), o homem utilizava um perfil em uma rede social para publicar conteúdos considerados discriminatórios contra mulheres, pessoas negras, nordestinos e moradores de determinados estados brasileiros. As publicações apresentam indícios da prática dos crimes de racismo e injúria racial.

A operação foi executada por uma equipe composta majoritariamente por mulheres, pessoas negras e nordestinas, grupos que eram alvo das mensagens atribuídas ao investigado.

De acordo com a PCDF, a análise do material divulgado identificou publicações que atacavam coletividades em razão da cor da pele e da origem regional, além de ofensas direcionadas a pessoas específicas. Pela legislação brasileira, a injúria racial ocorre quando a ofensa é dirigida a um indivíduo com base em sua raça, cor, etnia ou procedência nacional, enquanto o crime de racismo envolve discriminação ou incitação ao preconceito contra grupos ou comunidades.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos. Os dispositivos passarão por perícia para identificar possíveis conversas, perfis, grupos e canais que possam indicar a participação do investigado em redes dedicadas à propagação de discursos de ódio, radicalização ou extremismo.

As investigações também apontam que o suspeito possui registros anteriores de ocorrências policiais relacionadas a crimes como ameaça e perturbação, informação considerada relevante para o aprofundamento do inquérito.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, o homem poderá responder pelos crimes de racismo e injúria racial, cujas penas podem chegar a cinco anos de prisão, além de outras eventuais responsabilizações que sejam identificadas ao longo das investigações.

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