Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) estruturou uma operação nacional voltada para a proteção dos candidatos à Presidência da República durante o período eleitoral. O planejamento prevê a mobilização de até 458 servidores e o desenvolvimento de planos de segurança customizados para cada um dos concorrentes, informa a Folha de São Paulo.

O contingente destacado pela corporação engloba profissionais focados em proteção pessoal, chefes de equipe e agentes especializados nos setores de logística e inteligência. O trabalho também receberá o suporte direto de todas as superintendências regionais da instituição distribuídas pelo país. A adesão à escolta e às medidas preventivas é facultativa, permitindo que os presidenciáveis recusem ou solicitem o início do acompanhamento policial em qualquer momento da campanha. No caso do presidente Lula (PT), a proteção será compartilhada entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a própria PF.

Para estruturar e viabilizar a ação protetiva, o orçamento destinado soma aproximadamente R$ 95 milhões. O montante financeiro será aplicado no deslocamento de pessoal, contratação de serviços e no fornecimento de insumos tecnológicos e operacionais de ponta. Entre os recursos listados para uso das equipes de segurança estão automóveis blindados, coletes à prova de balas de alta performance, aparatos para varreduras antibombas e mecanismos de interferência contra drones.

Cada estratégia de proteção será desenhada especificamente de forma individual, amparada por avaliações técnicas de risco. Essas diretrizes de monitoramento serão revisadas periodicamente em resposta às novas vulnerabilidades e ao histórico de ameaças identificadas no decorrer das agendas públicas. A responsabilidade da PF pela integridade física dos candidatos nas eleições presidenciais está respaldada pela legislação brasileira, em conformidade com previsões da Constituição Federal e da Lei nº 7.474/1986.

Com informações do Brasil 247.

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