
A Polícia Civil de São Paulo fechou, nesta segunda-feira (17), um laboratório clandestino utilizado para armazenar e preparar medicamentos para emagrecimento e insumos para cigarros eletrônicos, na região da Água Rasa, zona Leste da capital paulista.
Dois homens, de 22 e 40 anos, foram presos em flagrante e são suspeitos de atuar na operação do local. Durante a ação, os policiais apreenderam mais de 2,2 mil ampolas e produtos para emagrecimento, além de cerca de 800 unidades de essências e insumos relacionados a cigarros eletrônicos.
Os agentes também encontraram materiais utilizados na preparação e embalagem dos medicamentos, como frascos com pó branco, líquidos transparentes, rótulos, tampas, lacres, seringas, agulhas e duas balanças.
Investigação
A descoberta ocorreu durante uma investigação da Polícia Civil para localizar depósitos utilizados por grupos suspeitos de envolvimento em roubos de medicamentos em farmácias.
Segundo as investigações, os policiais receberam informações sobre a existência de um galpão utilizado para atividades irregulares na zona Leste. Após o monitoramento do imóvel, os agentes identificaram que o endereço era usado para armazenar produtos e materiais destinados à preparação de medicamentos.
Na área externa da propriedade, foram encontradas caixas, sacos plásticos e medicamentos.
Ainda de acordo com a investigação, a matéria-prima dos medicamentos tinha origem chinesa e recebia etiquetas com informações semelhantes às utilizadas em produtos fabricados nos Estados Unidos.
Materiais apreendidos
Conforme o boletim de ocorrência, os produtos estavam armazenados sem controle adequado, condições de higiene ou autorização sanitária.
Além dos medicamentos, a polícia apreendeu oito caixas com cargas para cigarros eletrônicos, totalizando 104 unidades, além de insumos utilizados na fabricação.
Também foram encontrados aproximadamente R$ 3 mil em dinheiro, celulares, notebooks, malas, relógios e acessórios. Quatro veículos localizados no imóvel foram apreendidos.
Os dois suspeitos foram encaminhados à autoridade policial e permaneceram presos em flagrante por crime contra a saúde pública.
A ocorrência foi registrada na 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).







