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A Polícia Civil do Pará investiga a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, ocorrida um dia após ela ser submetida a uma série de cirurgias plásticas em Belém. A família questiona a conduta do médico responsável pelo acompanhamento no período pós-operatório e afirma que a jovem pediu ajuda após os procedimentos, mas não teria recebido uma avaliação presencial do profissional. Giovanna sofreu quatro paradas cardiorrespiratórias antes de morrer.

As cirurgias foram realizadas na última sexta-feira em um hospital localizado em uma área nobre da capital paraense. Segundo familiares, os procedimentos estéticos haviam sido planejados durante meses e faziam parte de um projeto pessoal da empresária.

Após as intervenções cirúrgicas, Giovanna permaneceu em recuperação no período pós-operatório. De acordo com os familiares, horas depois dos procedimentos ela gravou um áudio no qual teria relatado que não estava se sentindo bem e pedido ajuda.

A família afirma que o conteúdo da gravação demonstra que Giovanna apresentava sinais de preocupação com seu estado de saúde. Os parentes também questionam a ausência do médico responsável no momento em que, segundo eles, ela precisava de avaliação.

A jovem morreu após sofrer quatro paradas cardiorrespiratórias. As circunstâncias que levaram à piora do quadro ainda são investigadas e não há, até o momento, uma conclusão oficial sobre a causa da morte.

Depois da morte da empresária, familiares passaram a denunciar publicamente a conduta do profissional responsável pelo atendimento. Nas redes sociais, também surgiram relatos de outras pacientes que afirmam ter enfrentado problemas durante o período pós-operatório.

Em uma das mensagens divulgadas, uma paciente afirma que o médico teria colocado sua vida em risco e relata que chegou a ingressar com um processo relacionado ao atendimento recebido. Em outro relato, uma mulher afirma que o profissional não ofereceria acompanhamento adequado após as cirurgias e que costumaria considerar determinados sintomas como parte normal da recuperação.

Os relatos publicados nas redes sociais ainda precisam ser investigados e confirmados pelas autoridades. Até o momento, não há conclusão de que os casos tenham relação entre si ou de que tenham ocorrido falhas médicas.

O Conselho Regional de Medicina do Pará informou que tomou conhecimento da morte de Giovanna e das denúncias após as informações começarem a circular nas redes sociais. O órgão afirmou que irá instaurar um procedimento para apurar as circunstâncias do caso e verificar a conduta profissional envolvida.

A investigação deverá considerar documentos médicos, exames, prontuários, depoimentos de familiares e profissionais de saúde, além de outros elementos que possam ajudar a esclarecer o que ocorreu durante e após os procedimentos.

A equipe de reportagem também esteve em um dos endereços onde o médico realizava atendimentos, mas encontrou o local abandonado. A situação do estabelecimento e as razões para o imóvel estar fechado também deverão ser verificadas.

Em manifestação sobre o caso, o médico André Melo lamentou a morte de Giovanna e afirmou que, neste momento, não existem elementos conclusivos capazes de determinar a causa da morte ou atribuir responsabilidade pelo ocorrido.

O profissional declarou ainda que está à disposição das autoridades e que prestará todos os esclarecimentos necessários durante a investigação.

A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se houve alguma irregularidade na realização dos procedimentos ou no acompanhamento pós-operatório. A investigação deverá apontar, a partir das provas reunidas, se houve falha na assistência prestada à paciente e se existe responsabilidade criminal ou profissional relacionada à morte.

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