
Um novo período de calor intenso deve atingir grande parte do interior do Brasil entre esta quarta-feira (12) e o dia 19 de agosto, com previsão de temperaturas que podem chegar a 42°C em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Segundo a Climatempo, o episódio será o terceiro veranico previsto durante o inverno deste ano e deve ser mais abrangente e duradouro do que os períodos de calor registrados em julho e no começo de agosto.
As temperaturas mais altas são esperadas principalmente em áreas de Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Nessas regiões, os termômetros podem alcançar marcas entre 40°C e 42°C. O calor também será intenso no sudeste do Pará e em partes do Maranhão e do Piauí.
Outras áreas do país também devem registrar temperaturas significativamente acima do padrão esperado para o período. A previsão indica máximas entre 36°C e 39°C em regiões de Mato Grosso do Sul, no centro-oeste e norte de São Paulo, no oeste de Minas Gerais, no oeste da Bahia, em Rondônia e no sul do Amazonas.
No Paraná, o aumento mais expressivo das temperaturas deve ocorrer a partir de domingo (16), principalmente nas regiões Norte e Noroeste. Até o dia 19, as máximas podem variar entre 34°C e 37°C.
Entre as capitais que podem registrar temperaturas elevadas e até alcançar novos recordes de calor estão Cuiabá, Goiânia, Brasília, Campo Grande, Palmas, Porto Velho e Teresina. A intensidade do calor, porém, pode variar de acordo com as condições locais e a evolução da circulação atmosférica nos próximos dias.
O aumento das temperaturas está relacionado à configuração dos sistemas atmosféricos sobre a América do Sul. De acordo com a Climatempo, a circulação dos ventos deve dificultar a entrada de novas massas de ar frio no interior do país.
Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão atmosférica tende a ganhar força e contribuir para a redução da nebulosidade. Com menos nuvens, a incidência de radiação solar aumenta durante o dia, favorecendo a elevação das temperaturas e deixando o tempo mais seco em diversas áreas.
A combinação entre pouca chuva, céu mais aberto e bloqueio da entrada de ar frio deve prolongar o período de calor. A condição também pode favorecer a redução da umidade relativa do ar, especialmente durante as tardes, aumentando a sensação de tempo seco.
Apesar das temperaturas elevadas e da duração prevista, o período não é classificado como uma onda de calor. Isso ocorre porque os critérios utilizados para definir esse fenômeno não devem ser atendidos de maneira ampla.
Para que uma situação seja caracterizada como onda de calor, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos em uma área significativa. Segundo a previsão, essa condição não deverá ocorrer de forma abrangente durante o atual episódio.
O fenômeno previsto é chamado de veranico. Ele ocorre quando uma sequência de dias quentes e secos aparece durante períodos que normalmente apresentam temperaturas mais baixas, principalmente no outono e no inverno.
Uma das características do veranico é a diferença entre as temperaturas registradas durante o dia e durante a madrugada. As tardes podem apresentar calor intenso, enquanto as noites e madrugadas tendem a ser relativamente mais frescas.
O atual período chama atenção pela extensão territorial e pela duração. Segundo a previsão, o calor deve persistir por aproximadamente uma semana, atingindo principalmente o interior das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A combinação de calor intenso e tempo seco também exige atenção para o aumento do risco de queimadas em áreas onde a vegetação já apresenta baixa umidade. Além disso, a baixa umidade do ar pode causar desconforto e exigir cuidados adicionais, principalmente durante os horários mais quentes do dia.
A previsão pode sofrer alterações ao longo dos próximos dias, especialmente em relação às temperaturas máximas e à distribuição das áreas mais afetadas pelo calor. Mesmo assim, a tendência é de manutenção de temperaturas elevadas no interior do país até pelo menos 19 de agosto.







