
A promotora de Justiça Marlinda Maria Dutra de Oliveira, de 58 anos, morreu nesta quarta-feira (19) após ser vítima de afogamento na Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. Integrante do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), ela estava no estado baiano para participar do 3º Congresso CONAMP Mulher, evento nacional voltado ao debate e à valorização da atuação feminina no Ministério Público.
Segundo as informações iniciais sobre a ocorrência, Marlinda entrou no mar quando ocorreu o afogamento. Outra mulher também teria se afogado, mas foi resgatada com vida por equipes do Corpo de Bombeiros.
Os primeiros socorros foram realizados ainda na faixa de areia. Durante o atendimento, um helicóptero do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) também foi mobilizado. Marlinda chegou a ser encaminhada para atendimento hospitalar em Salvador, mas não resistiu.
A morte provocou comoção no Ministério Público amazonense. Em nota de pesar divulgada nesta quarta-feira, o MPAM destacou a trajetória profissional da promotora e afirmou que ela dedicou sua carreira à “defesa da sociedade e ao fortalecimento da atuação do Ministério Público amazonense, na capital e no interior”.
Titular da 41ª Promotoria de Justiça
Marlinda era titular da 41ª Promotoria de Justiça Especializada em Fazenda Pública, em Manaus. De acordo com o MPAM, exerceu suas funções com responsabilidade, firmeza e atenção às demandas que chegavam à instituição.
Ao homenageá-la, o Ministério Público ressaltou que sua atuação ultrapassou o exercício das atribuições funcionais e destacou o exemplo deixado pela promotora entre colegas e servidores.
“Mais do que o exercício das atribuições funcionais, Marlinda deixa o exemplo de uma promotora de Justiça presente, dedicada e comprometida com a instituição”, afirma trecho da nota.
O MPAM acrescentou que sua trajetória permanecerá na memória dos profissionais que tiveram a oportunidade de conviver com ela ao longo da carreira.
A instituição também ressaltou a dimensão pessoal de Marlinda, descrita na homenagem como mãe, filha, esposa, amiga e integrante do Ministério Público, destacando a conciliação entre a dedicação à família e o compromisso diário com a missão de servir à sociedade.
Viagem à Bahia era para congresso sobre atuação das mulheres
Marlinda estava em Salvador justamente para participar de um encontro voltado ao fortalecimento da presença feminina no Ministério Público.
O 3º Congresso CONAMP Mulher reúne integrantes da instituição para discutir temas relacionados à atuação, representatividade e valorização das mulheres no Ministério Público brasileiro.
Na nota de pesar, o MPAM registrou que a promotora estava na capital baiana para participar do evento quando morreu.
“Neste momento de profunda tristeza, o MPAM se solidariza com os familiares, especialmente seus filhos, amigos, colegas e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com Marlinda Maria Dutra de Oliveira”, diz outro trecho da manifestação.
Corpo será levado para Manaus
O Ministério Público informou ainda que o corpo da promotora está sendo trazido para Manaus, onde será realizado o velório. As informações sobre horário e local das despedidas não constam na nota divulgada pela instituição.
Ao prestar a última homenagem, o MPAM agradeceu os serviços prestados por Marlinda à sociedade amazonense e afirmou guardar “com respeito e carinho” a memória de sua trajetória.
Nascida em 22 de junho de 1968, Marlinda Maria Dutra de Oliveira morreu em 19 de agosto de 2026, aos 58 anos, deixando uma carreira marcada pela atuação no Ministério Público do Amazonas e pela dedicação ao serviço público.







