
A candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro foi oficializada pelo PSD nesta segunda-feira (20), durante convenção realizada em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense. Em seu discurso, o prefeito do Rio afirmou que, se eleito, o estado retomará o controle sobre seu próprio território e fez críticas ao grupo político ligado a Rodrigo Bacellar, preso sob suspeita de envolvimento no vazamento de informações sigilosas para o crime organizado.
A chapa liderada por Paes terá como candidata a vice-governadora Jane Reis (MDB). Para a disputa ao Senado, a coligação confirmou os nomes de Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT).
Esta será a terceira tentativa de Eduardo Paes de conquistar o Palácio Guanabara. A primeira ocorreu em 2006, quando ainda iniciava sua trajetória política em âmbito estadual. Já em 2018, após comandar a Prefeitura do Rio por dois mandatos, chegou à campanha como um dos favoritos, mas acabou derrotado por Wilson Witzel, que surpreendeu nas urnas.
A oficialização da candidatura acontece em um momento de desgaste do PL no estado. A legenda enfrenta um cenário de instabilidade após investigações da Polícia Federal que atingem integrantes do partido, entre eles o ex-governador Cláudio Castro e aliados. O ambiente político também provocou mudanças nas articulações da sigla para a eleição estadual.
Diante desse contexto e do desempenho considerado abaixo do esperado nas pesquisas de intenção de voto, Rogério Lisboa desistiu de integrar a chapa encabeçada por Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Também nesta segunda-feira, o Republicanos entrou oficialmente na disputa pelo governo fluminense ao anunciar Anthony Garotinho como pré-candidato ao Palácio Guanabara nas eleições deste ano.







