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A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) deve se reunir nesta semana com lideranças da legenda no Tocantins para definir a estratégia eleitoral para a disputa pelo governo estadual. O estado é um dos poucos onde o partido ainda não consolidou quem representará a sigla ou integrará o palanque de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tem mantido conversas com o vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), que é pré-candidato ao governo estadual. Segundo interlocutores, a direção petista considera uma possível aliança como uma alternativa viável, especialmente diante da sinalização de apoio de Laurez à candidatura de Lula à reeleição.

Apesar das negociações, o partido ainda debate internamente a possibilidade de lançar candidatura própria. Uma corrente da legenda defende o nome da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu, que se filiou recentemente ao PT e é vista por parte dos dirigentes como uma opção competitiva para a disputa estadual.

Além do Tocantins, o PT ainda busca definir sua estratégia eleitoral em Minas Gerais e Goiás, estados considerados importantes para a campanha presidencial.

Em Minas Gerais, o partido chegou a trabalhar com a possibilidade de lançar Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo estadual. No entanto, o senador anunciou recentemente que não disputará as eleições deste ano, encerrando as especulações sobre sua candidatura.

Com a desistência de Pacheco, a direção petista passou a analisar novos nomes. Entre as alternativas discutidas estão a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que tem manifestado interesse em disputar uma vaga no Senado, além de conversas com Josué Gomes e Jarbas Soares.

Em Goiás, parte do PT defendia a candidatura da deputada federal Adriana Accorsi. Entretanto, a direção estadual decidiu apresentar Luis Cesar Bueno como pré-candidato ao governo. A executiva nacional ainda deverá avaliar a viabilidade da candidatura antes de tomar uma decisão definitiva.

A estratégia adotada pelo PT em 2026 tem priorizado alianças com candidatos considerados eleitoralmente competitivos, mesmo que isso signifique abrir mão de candidaturas próprias em alguns estados. O objetivo é fortalecer os palanques regionais alinhados à campanha de reeleição do presidente Lula.

Com informações de Metrópoles

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