Romeu Zema (Novo) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), defendeu, em entrevista, o endurecimento das punições para crimes de feminicídio, incluindo a adoção de castração química e pena mínima de 30 anos de prisão sem direito a benefícios.

Ele afirmou que o aumento do rigor penal é a forma mais eficaz de reduzir esse tipo de crime e comparou a proposta ao endurecimento das penas para sequestro ocorrido nas décadas de 1980 e 1990.

“Para o feminicídio, eu iria além de aumentar a pena e determinaria a castração química com pena mínima de 30 anos sem direito a recebimento de qualquer benefício“, declarou em entrevista ao programa Canal Livre.

Medidas complementares de prevenção

Além das medidas penais, o pré-candidato defendeu programas de conscientização nas escolas voltados a crianças expostas à violência doméstica. Segundo ele, pessoas que crescem em ambientes violentos podem passar a normalizar agressões.

Zema também propôs ampliar a rede de delegacias especializadas no atendimento à mulher, com maior presença de agentes femininas. “Como que uma mulher vai chegar e ter a liberdade de falar com um homem?”, questionou.

Durante a entrevista, o ex-governador reconheceu os dados de feminicídio em Minas Gerais, Estado que aparece entre os maiores números absolutos de casos no País, segundo estatísticas do Ministério da Justiça. Ele atribuiu parte do cenário às dificuldades fiscais encontradas no início de sua gestão, em 2019, mas afirmou que os indicadores começaram a apresentar queda nos últimos anos.

A proposta de Zema combina medidas de endurecimento penal com ações preventivas e estruturais, buscando endereçar tanto a punição quanto as raízes da violência contra a mulher através de educação e acesso a serviços especializados.

Com informações de IstoÉ

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