William Cardoso/Metrópoles

O Senado Federal tem previsão de votar, nesta quarta-feira (14/10), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A medida estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e garante dois dias de descanso por semana.

A expectativa é de que a proposta também possa ser analisada em segundo turno no mesmo dia, caso os senadores aprovem um requerimento para acelerar a tramitação.

O pedido foi apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e prevê a adoção de um calendário especial para dispensar o intervalo regimental entre as votações.

Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, número equivalente a três quintos dos 81 senadores.

Calendário especial pode acelerar aprovação da proposta

O requerimento apresentado pela liderança governista já reúne as assinaturas necessárias para ser submetido à análise do plenário.

Caso seja aprovado, os senadores poderão realizar as duas votações nesta quarta-feira. A medida busca antecipar a conclusão da tramitação da proposta no Senado.

Se o pedido for rejeitado, a PEC seguirá o procedimento regimental, que exige a realização de mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno.

Após a aprovação nas duas etapas, caso o texto não apresente alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados, a proposta poderá ser encaminhada para promulgação pelo Congresso Nacional.

Se houver mudanças no conteúdo, a matéria deverá retornar à Câmara para nova análise.

Fim da escala 6×1 ganha destaque na disputa presidencial

A redução da jornada de trabalho é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e passou a integrar as discussões da campanha eleitoral de 2026.

O governo busca acelerar a análise da proposta antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa, declarou na terça-feira (13) que votará favoravelmente ao fim da escala 6×1, apesar de ter apresentado críticas à medida anteriormente.

O candidato, entretanto, defendeu que o governo federal assuma os custos adicionais que a mudança possa representar para os empregadores. Também sugeriu discutir alternativas de flexibilização da jornada de trabalho.

A proposta permanece em análise no Senado, e sua aprovação depende do resultado das votações e dos procedimentos regimentais necessários para a conclusão da tramitação.

Com informações de Metrópoles
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