
A SpaceX realizou nesta sexta-feira (24) o 13º voo de teste da Starship, considerado o maior foguete já desenvolvido pela empresa. A missão, lançada da base da companhia no Texas, teve como foco validar melhorias implementadas após falhas registradas no teste anterior e avançar no desenvolvimento de um sistema totalmente reutilizável para futuras missões espaciais.
O voo incluiu as principais etapas previstas para o veículo, como a decolagem, subida, separação entre os estágios, queima de retorno do propulsor Super Heavy e a reentrada controlada da nave. Os dados coletados serão utilizados para aperfeiçoar o desempenho da Starship em missões futuras.
Uma das principais mudanças foi feita no sistema de separação dos estágios. No 12º teste, o propulsor Super Heavy sofreu uma rotação de cerca de 90 graus durante a manobra. Para evitar que o problema se repetisse, a SpaceX alterou a sequência de acionamento dos motores, buscando reduzir variações no tempo de ignição e aumentar a confiabilidade da operação.
O propulsor também recebeu atualizações de hardware para melhorar a reignição dos motores. No voo anterior, cinco dos 33 motores apresentaram falhas durante a tentativa de executar a queima de retorno. Além disso, os sistemas de monitoramento e desligamento automático foram revisados para responder de forma mais eficiente às condições enfrentadas por um veículo desse porte.
Pela primeira vez, a parte superior da Starship transportou 20 satélites Starlink V3, nova geração de equipamentos projetados para ampliar a capacidade da rede de internet via satélite da empresa. Os satélites contam com painéis solares, antenas adicionais e tecnologia de comunicação a laser, que também foi avaliada durante a missão.
Segundo o plano de voo, os satélites seguirão uma trajetória suborbital e deverão se desintegrar na reentrada atmosférica cerca de 20 minutos após o lançamento. A missão ainda prevê a reignição de um motor Raptor em órbita, seguida da descida controlada e da amerissagem da nave no Oceano Índico.
Outro destaque do teste é o monitoramento do escudo térmico da Starship. Seis dos satélites carregam câmeras que irão registrar o comportamento das placas de proteção durante o voo. As imagens ajudarão os engenheiros a avaliar a resistência do revestimento e identificar possíveis melhorias para futuras operações.
A SpaceX também instalou diferentes modelos de placas térmicas em partes da nave para comparar métodos de fixação e desempenho. Algumas delas foram pintadas de branco para facilitar a análise pelas câmeras, enquanto sensores distribuídos pelo escudo térmico medirão as cargas suportadas durante a ascensão. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de uma Starship capaz de ser reutilizada diversas vezes com intervalos cada vez menores entre os lançamentos.







