
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça durante um atentado em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, apresentou uma nova evolução no quadro clínico. A equipe médica iniciou o protocolo de redução gradual da sedação, etapa considerada importante no acompanhamento do paciente.
O policial permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, mas vem apresentando boa resposta aos cuidados intensivos.
De acordo com a atualização sobre o estado de saúde, os sinais neurológicos permanecem favoráveis. O tenente também segue estável, com boa oxigenação e sob monitoramento contínuo das equipes responsáveis pelo tratamento.
Militar passou por cirurgia de emergência
Ronickson foi baleado no último dia 27 e precisou ser submetido, ainda no dia do crime, a uma cirurgia de emergência para retirada do projétil alojado na cabeça.
O procedimento foi concluído com sucesso. Desde então, o agente permanece internado na UTI e acompanhado por equipes especializadas.
A redução progressiva da sedação representa uma nova etapa do tratamento e permitirá aos médicos acompanhar com maior precisão as respostas clínicas e neurológicas do paciente.
Relembre o atentado
O ataque ocorreu na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. O tenente estava de folga e havia acabado de sair de uma academia quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos se aproximaram do policial e efetuaram disparos contra a cabeça do militar.
Ronickson recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Diante da gravidade dos ferimentos, foi transportado de forma emergencial pelo helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, até o hospital.
O tenente é irmão mais velho de Eloá Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após permanecer mais de 100 horas como refém em um caso que ganhou repercussão nacional.
Polícia investiga planejamento do crime
Segundo a Polícia Militar, suspeitos apontados como envolvidos no atentado foram presos no dia seguinte ao ataque, na região de Guaianases, zona leste de São Paulo.
Os investigados teriam prestado apoio logístico e auxílio no transporte relacionado à execução do plano criminoso. Conforme as informações divulgadas, um dos suspeitos confessou participação no caso, enquanto outro acabou liberado.
A investigação também reuniu elementos que indicam a possibilidade de planejamento prévio do atentado. As autoridades apuram ainda uma eventual participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na autoria ou coordenação da ação.
O caso segue sob investigação enquanto Ronickson permanece internado e acompanhado pelas equipes médicas.







