Reprodução/TV Globo

Uma tentativa de sequestro de uma recém-nascida dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), foi frustrada pela tia da bebê, que desconfiou da atitude de uma técnica de enfermagem e conseguiu impedir a ação.

O caso aconteceu na segunda-feira (6). A suspeita, identificada como Auricélia Rocha, trabalhava na maternidade havia cerca de dois anos, mas estava de folga no dia da ocorrência. Ela foi presa preventivamente na quarta-feira (8). As informações são do programa Fantástico, da TV Globo.

Imagens de câmeras de segurança mostram que, por volta das 13h40, a técnica saiu com a recém-nascida por um corredor da maternidade. Segundo a família, ela informou à mãe da criança, uma adolescente de 14 anos, que levaria a bebê para realizar exames de rotina, incluindo o teste do pezinho.

Desconfiada da situação, a tia da recém-nascida decidiu aguardar do lado de fora da sala. Poucos minutos depois, percebeu que a técnica saiu sem a criança nos braços, carregando apenas uma bolsa preta de grande porte, e entrou em um banheiro.

A mulher resolveu segui-la e notou que a funcionária deixou o banheiro usando outra roupa. Ao abordá-la e abrir a bolsa, encontrou a sobrinha dentro dela.

“Quando eu puxo, a neném tá lá. Eu questiono: ‘Mulher, pelo amor de Deus, o que tu tá fazendo com essa menina nessa bolsa?’. Eu já tiro a neném e saio pedindo socorro”, relatou a tia à TV Globo.

O diretor administrativo e financeiro da maternidade, José Alberto Alencar, lamentou o episódio, mas afirmou que a unidade possui protocolos de segurança, como reconhecimento facial, portas com controle por senha e equipes treinadas para situações de emergência.

A Polícia Civil do Piauí investiga o caso como tentativa de sequestro. Como a comunicação do crime não ocorreu em tempo para uma prisão em flagrante, a Justiça decretou a prisão preventiva da suspeita.

Durante as investigações, policiais encontraram na residência de Auricélia um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, roupas e fraldas. Segundo os investigadores, familiares acreditavam que ela estava grávida, embora não existissem exames que comprovassem a gestação.

Em depoimento, a técnica de enfermagem optou por permanecer em silêncio.

A defesa informou que Auricélia apresenta sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicação psiquiátrica e teria comprometimento para compreender a gravidade dos fatos.

Apesar da alegação, o delegado responsável afirmou que, até o momento, a investigação não considera que haja elementos que indiquem incapacidade de responsabilização penal. Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria agido sozinha.

Com informações de Metrópoles

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