
Os preços dos alimentos comercializados na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) registraram queda de 1,63% em junho, revertendo a alta de 3,15% observada em maio. No mesmo mês de 2025, o índice havia apresentado recuo de 0,13%. Apesar da redução mensal, o indicador acumula alta de 4,26% no primeiro semestre e de 8,52% nos últimos 12 meses.
Segundo a Ceagesp, o principal fator para a queda do índice em junho foi o desempenho do setor de legumes, que registrou retração de 8,94%, a maior entre todos os segmentos analisados. Os maiores recuos ocorreram nos preços do tomate Sweet Grape, que caiu 29,71%, e do tomate-cereja, com redução de 24,73%.
Por outro lado, alguns produtos do mesmo grupo apresentaram forte valorização. A pimenta cambuci liderou as altas, com avanço de 54,23%, seguida pelo jiló, que ficou 39,47% mais caro em relação ao mês anterior.
O setor de frutas também contribuiu para a desaceleração dos preços ao registrar queda de 0,51%. Entre os principais recuos estão o mamão Havaí, com redução de 31,84%, e a melancia, que ficou 27,43% mais barata. Em sentido oposto, a pitaia teve a maior valorização do segmento, com alta de 109,10%, enquanto a manga Tommy Atkins avançou 43,87%.
Já o setor de verduras apresentou comportamento diferente e registrou alta de 6,67% em junho. A alface crespa liderou os aumentos, com elevação de 36,72%, seguida pela alface lisa, que ficou 26,91% mais cara. Entre as maiores quedas do grupo aparecem a salsa, com recuo de 27,35%, e o brócolis ramoso, que caiu 25,17%.
No grupo classificado como Diversos, o índice avançou 1,06%. As maiores altas foram observadas na batata escovada, que subiu 15,45%, e na cebola nacional, com aumento de 11,59%. Em contrapartida, a batata Asterix apresentou queda de 8,82%, enquanto a batata lavada ficou 3,66% mais barata.
O setor de pescados encerrou o mês com retração de 2,00%. A tainha registrou a maior queda de preços, com redução de 37,65%, seguida pela anchova, que recuou 14,11%. Entre as espécies que ficaram mais caras, destacam-se o peixe espada, com alta de 23,23%, e o namorado, que avançou 9,79%.
De acordo com a Ceagesp, o comportamento dos preços reflete fatores como a sazonalidade das culturas, as condições climáticas, a oferta dos produtos e a demanda do mercado. Essas variações influenciam diretamente o abastecimento de supermercados, feiras e demais estabelecimentos que utilizam os entrepostos como referência para a comercialização de hortifrutigranjeiros e pescados.
Embora junho tenha registrado uma redução no índice geral, o acumulado de 8,52% em 12 meses mostra que os preços dos alimentos negociados na Ceagesp ainda permanecem em patamar superior ao observado no mesmo período do ano passado, mantendo a atenção de produtores, comerciantes e consumidores.







