
Um homem procurado pela Justiça do Amazonas e apontado pelas autoridades como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV) foi identificado após aparecer em imagens de um culto evangélico realizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que vídeos da celebração começaram a circular na internet.
O homem foi identificado como Raylander Rosseti Pereira, que, segundo informações atribuídas à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e à Polícia Civil, possui mandado de prisão em aberto e é considerado de alta periculosidade.
Nas imagens, Raylander aparece ajoelhado e chorando, enquanto é amparado por fiéis durante uma celebração na Igreja Pentecostal Jerusalém de Deus (IPJD). No momento registrado em vídeo, ele recebe uma profecia do pastor itinerante Bruno Gustavo, que menciona diretamente Manaus durante a pregação.
“Eu não falei pra você, Raylander, que eu ia tirar você daquela terra de tão longe? Que eu ia lá na terra de Manaus e eu ia te trazer pra essa terra […] Fui eu que te tirei daquela terra, meu filho, e falei pra você que te levaria pra uma terra para te abençoar”, declarou o líder religioso durante o culto.
A cena foi interpretada pelos presentes como um momento de transformação espiritual, mas a repercussão tomou outro rumo após internautas do Amazonas afirmarem ter reconhecido o homem como um foragido da Justiça. A partir disso, usuários das redes sociais passaram a cobrar providências das autoridades responsáveis pela localização e prisão do suspeito.
Conforme as informações divulgadas sobre o caso, Raylander é apontado como integrante do Comando Vermelho e teria histórico relacionado a organização criminosa, além de suspeitas de envolvimento em homicídios e na expulsão de moradores de áreas sob influência do tráfico de drogas em Manaus.
Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial de que a circulação das imagens tenha resultado em uma nova operação ou em diligências específicas para localizar e prender o foragido. Também não havia informação pública sobre eventual manifestação das polícias civis do Amazonas e de Santa Catarina a respeito do vídeo.







