
A prática de exercícios de alta intensidade pode interferir no ciclo menstrual e na fertilidade feminina em determinadas situações, especialmente quando a rotina de treinos está associada à baixa disponibilidade de energia, pouca gordura corporal e recuperação insuficiente.
O tema ganhou destaque após a Federação Espanhola de Futebol anunciar um programa para subsidiar o congelamento de óvulos de jogadoras e árbitras.
Segundo especialistas, alterações no equilíbrio hormonal podem tornar a ovulação irregular. Entre os sinais estão ciclos menstruais mais longos, redução do fluxo e, em alguns casos, ausência de menstruação, condição conhecida como amenorreia.
O quadro pode ocorrer com maior frequência em modalidades que combinam grande demanda física e controle do peso corporal, como corrida, ginástica e balé. Dietas muito restritivas também podem contribuir para o problema.
Alterações podem ser reversíveis
A relação entre esporte de alto rendimento e fertilidade não é inevitável. Em muitos casos, a redução da carga de treinamento, associada à adequação da alimentação e do período de recuperação, pode favorecer a normalização do ciclo menstrual.
A endocrinologista Roberta Frota explica que algumas atletas ajustam temporariamente a rotina de exercícios quando desejam engravidar. Com a recuperação do equilíbrio energético e hormonal, a ovulação pode voltar a ocorrer regularmente.
Alterações menstruais persistentes durante períodos de treinamento intenso devem ser avaliadas por profissionais de saúde. O acompanhamento médico e nutricional permite identificar as causas e ajustar alimentação, exercícios e recuperação de acordo com as necessidades de cada atleta.
Com informações de Metrópoles







