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A mucosite oral, caracterizada por inflamações e feridas dolorosas na boca, é uma possível complicação da quimioterapia e da radioterapia, especialmente quando o tratamento envolve a região da cabeça e do pescoço. O problema pode dificultar a alimentação, a hidratação e até a fala.

Entre as estratégias utilizadas para prevenção e controle está a fotobiomodulação, também conhecida como laserterapia de baixa potência. A técnica utiliza luz de baixa intensidade e pode contribuir para reduzir a inflamação e a dor, além de favorecer a cicatrização das lesões.

O cirurgião-dentista Fábio de Abreu explica que a gravidade da mucosite varia conforme o tratamento oncológico utilizado. Alguns medicamentos podem atingir células da mucosa oral e desencadear processos inflamatórios que favorecem o aparecimento das feridas.

A laserterapia deve ser realizada por profissionais capacitados e integrada ao acompanhamento da equipe responsável pelo tratamento oncológico.

Alimentação e higiene ajudam a reduzir desconforto

Durante episódios de mucosite, alimentos macios, úmidos ou pastosos podem facilitar a alimentação. Preparações muito quentes, ácidas, apimentadas, excessivamente salgadas, secas ou crocantes podem aumentar a irritação, embora a tolerância varie entre os pacientes.

Fracionar as refeições e a ingestão de líquidos ao longo do dia também pode ajudar quando há dor para mastigar ou engolir. Em casos de perda de peso ou dificuldade significativa para se alimentar, suplementos nutricionais podem ser considerados com orientação profissional.

Os cuidados com a higiene bucal também são importantes. Escovas extramacias e produtos menos irritantes são geralmente recomendados, enquanto enxaguantes contendo álcool podem intensificar o ressecamento e a ardência.

A avaliação odontológica antes do início da quimioterapia ou radioterapia permite identificar e tratar problemas como cáries, infecções e doenças gengivais. O acompanhamento deve continuar durante o tratamento, em conjunto com a equipe de oncologia, principalmente quando surgem feridas intensas, dificuldade para engolir ou redução importante da ingestão de alimentos e líquidos.

Com informações de Metrópoles

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