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O ex-ministro da Defesa da Ucrânia Mykhailo Fedorov pediu a realização de novas eleições presidenciais no país, poucas semanas depois de deixar o cargo. A declaração foi feita em um vídeo publicado no YouTube, no qual ele afirmou que a Ucrânia atravessa uma “crise sistêmica de governança” e defendeu a criação de um mecanismo que permita retomar o processo eleitoral mesmo diante da continuidade da guerra contra a Rússia.

Segundo Fedorov, a democracia ucraniana não deveria permanecer condicionada ao conflito. O ex-ministro afirmou que seria necessário encontrar uma alternativa legal e segura para permitir a realização de eleições durante um período de guerra prolongada.

A Ucrânia está sob lei marcial desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. A legislação estabelece restrições relacionadas à realização de eleições em razão dos riscos de segurança e das dificuldades logísticas provocadas pelo conflito. O último pleito presidencial ocorreu em 2019, quando Volodymyr Zelensky derrotou o então presidente Petro Poroshenko.

O posicionamento de Fedorov ocorreu poucas horas depois de Zelensky formalizar a indicação de Yevhenii Khmara para assumir o Ministério da Defesa. A escolha encerrou as possibilidades de retorno do ex-ministro ao comando da pasta.

Durante a manifestação, Fedorov também fez críticas ao funcionamento do governo e mencionou problemas relacionados à corrupção, sem citar nomes específicos. Na avaliação apresentada por ele, a permanência de estruturas antigas prejudica a capacidade do país de enfrentar os desafios provocados pela guerra.

A saída de Fedorov do Ministério da Defesa havia provocado manifestações em diferentes partes da Ucrânia. Diante da pressão política e popular, o ex-ministro chegou a receber propostas para ocupar outras funções no governo, incluindo o cargo de vice-primeiro-ministro responsável por inovação militar.

Fedorov, porém, recusou as alternativas oferecidas e afirmou que só retornaria ao governo para reassumir o comando do Ministério da Defesa. Até o momento, o presidente Volodymyr Zelensky não havia respondido publicamente às declarações do ex-ministro.

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