Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, presta homenagem a mortos em um prédio de Kiev 15 de maio de 2026 • Divulgação via REUTERS

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta sexta-feira (15) que a Rússia seja punida após um ataque com mísseis atingir um prédio residencial em Kiev, deixando 24 mortos, entre eles três crianças.

O bombardeio aconteceu na quinta-feira (14) e foi apontado pelas autoridades ucranianas como o maior ataque aéreo realizado por Moscou contra a capital neste ano.

Durante visita ao distrito de Darnytskyi, na margem esquerda do rio Dnipro, Zelensky prestou homenagens às vítimas, colocou rosas vermelhas no local da tragédia e conversou com equipes de resgate.

Segundo o presidente ucraniano, os socorristas trabalharam por mais de 24 horas consecutivas na busca por sobreviventes entre os escombros.

“Os russos praticamente destruíram uma seção inteira do prédio com um míssil”, afirmou Zelensky em publicação nas redes sociais.

De acordo com autoridades da Ucrânia, a Rússia lançou mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis contra o país em dois dias consecutivos. Além das mortes em Kiev, outras seis pessoas morreram no oeste ucraniano, distante das linhas de combate.

Zelensky voltou a pedir maior apoio militar internacional e reforço nos sistemas de defesa aérea da Ucrânia para conter os ataques russos.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a realização de ataques em território ucraniano entre os dias 12 e 15 de maio, segundo informações divulgadas pela agência estatal RIA.

A cidade de Kiev decretou luto oficial nesta sexta-feira. Bandeiras foram hasteadas a meio mastro e eventos de entretenimento acabaram cancelados ou adiados.

Equipes de resgate informaram que cerca de 30 pessoas foram retiradas com vida dos escombros. Além dos mortos, quase 50 pessoas ficaram feridas e aproximadamente 400 precisaram de apoio psicológico.

Moradores também criaram um memorial improvisado próximo ao prédio destruído, deixando flores, bichos de pelúcia e doces em homenagem às vítimas.

Entre eles estava Tetiana Prudyus, moradora da região que perdeu amigos no ataque.

“Mesmo depois disso, não vamos nos render. Somos uma nação muito forte”, declarou emocionada.

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