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A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quarta-feira o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em mais um desdobramento da investigação que apura supostas irregularidades financeiras envolvendo a instituição. A ação integra a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF com apoio do Banco Central do Brasil e autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. 

Segundo as autoridades, Vorcaro foi detido em São Paulo após a expedição de mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo. Ele já se encontra na Superintendência da PF na capital paulista à disposição da Justiça. Além dele, outras três pessoas também foram alvos de mandados de prisão, e 15 ordens de busca e apreensão estão sendo cumpridas nas cidades de São Paulo e Minas Gerais. 

Investigação e suspeitas

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, que teria ocorrido por meio da comercialização de títulos de crédito falsos pelo Banco Master — papéis que, segundo a PF, teriam sido usados em operações financeiras de grande porte sem respaldo real. 

Segundo a investigação, a ausência de mecanismos eficazes de controle interno na instituição teria permitido a prática de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, todos realizados por meio de uma estrutura que, conforme apontam os investigadores, teria funcionado como uma organização criminosa. 

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou ainda o afastamento de cargos públicos, o bloqueio e sequestro de bens de até R$ 22 bilhões relacionados ao grupo investigado, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos potencialmente ligados às irregularidades apuradas. 

Contexto e histórico do caso

A Operação Compliance Zero teve início no segundo semestre de 2025, após fiscalização do Banco Central do Brasil identificar indícios de irregularidades na gestão do Banco Master. Na primeira fase da ação, Vorcaro foi preso em novembro de 2025 enquanto tentava deixar o país em um voo particular, mas foi solto após 11 dias sob custódia, permanecendo em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. 

Em decisões anteriores, autoridades como o ministro Dias Toffoli e outros membros do Supremo tramitaram pedidos, sigilos e relatorias sobre o caso, demonstrando a complexidade e a grande repercussão jurídica das investigações. 

Repercussão e próximos passos

Até o momento, a defesa de Vorcaro ainda não emitiu pronunciamento oficial sobre a nova prisão. A investigação permanece em andamento, e a Justiça ainda deve decidir sobre os desdobramentos mais imediatos, como possível apresentação de denúncias formais ou oitiva de testemunhas.

Especialistas em direito financeiro veem a fase atual da operação como um aprofundamento das apurações, numa tentativa de desarticular supostas irregularidades que, segundo autoridades, teriam provocado riscos concretos ao sistema financeiro brasileiro.

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