
O apoio dos norte-americanos à guerra contra o Irã caiu para o menor nível desde o início do conflito, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (24). Apenas 31% dos entrevistados afirmaram apoiar uma ação militar dos Estados Unidos contra o país, enquanto 63% se declararam contrários. O índice de apoio era de 37% em março e havia ficado em 34% no início de agosto.
A queda ocorre principalmente entre os eleitores republicanos, grupo que tradicionalmente apresenta maior apoio às ações militares defendidas pelo governo de Donald Trump. De acordo com o levantamento, 69% dos republicanos entrevistados disseram apoiar a guerra.
Embora a maioria dos republicanos ainda seja favorável à ação militar, o percentual representa uma redução significativa em relação a março, quando 77% dos integrantes desse grupo apoiavam o conflito.
O resultado indica uma mudança na percepção da população americana sobre a continuidade da ofensiva militar contra o Irã. A redução do apoio ocorre enquanto os impactos do conflito continuam sendo sentidos tanto na política interna dos Estados Unidos quanto na avaliação do governo Trump.
A guerra também tem afetado a popularidade do presidente americano. Pelo segundo levantamento consecutivo, apenas 33% dos entrevistados disseram aprovar a maneira como Trump conduz seu trabalho na Casa Branca.
Esse é o menor índice de aprovação registrado pela Reuters/Ipsos durante os dois mandatos de Trump. O resultado reforça a pressão política enfrentada pelo presidente em meio à escalada das tensões internacionais.
A queda no apoio ao conflito representa um desafio para o governo, especialmente entre os eleitores republicanos. Apesar de ainda existir maioria favorável à ação militar dentro do partido, a redução registrada nos últimos meses mostra que a continuidade da guerra passou a enfrentar maior resistência.
A pesquisa Reuters/Ipsos foi divulgada em um momento de crescente preocupação dos americanos com os efeitos da guerra e com os possíveis desdobramentos da atuação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. O cenário pode aumentar a pressão sobre a administração Trump por mudanças na estratégia adotada em relação ao Irã.







