
A Bancada Feminista do PSOL protocolou junto à Justiça Eleitoral um pedido de impugnação do registro de candidatura da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP). O grupo alega que a parlamentar teria cometido falsidade ideológica eleitoral ao apresentar diferentes autodeclarações de cor/raça em eleições anteriores.
Segundo o pedido, Fabiana declarou-se branca em 2020, passou a se identificar como parda em 2022 e voltou a se declarar branca neste ano.
A Bancada Feminista afirma que a declaração feita em 2022 teria permitido à deputada receber R$ 1.593,33 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, destinado a candidaturas de pessoas negras.
O movimento sustenta que a conduta pode se enquadrar no artigo 350 do Código Eleitoral, que trata de falsidade ideológica eleitoral.
Deputada já foi alvo de denúncia por blackface
O pedido ocorre meses após outro episódio envolvendo Fabiana Bolsonaro. Em março, a Bancada Feminista do PSOL denunciou a deputada à Polícia Civil, ao Ministério Público Federal e à Justiça Eleitoral após ela aparecer com o rosto e parte do corpo pintados de marrom durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
A prática é conhecida como blackface. Na ocasião, Fabiana afirmou que a ação fazia parte de uma crítica à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), então presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
A defesa de Fabiana negou que a parlamentar tivesse praticado blackface e classificou a acusação como uma tentativa de impedir um debate político.
Defesa não se manifestou
O Metrópoles informou que procurou Fabiana Bolsonaro para obter um posicionamento sobre o pedido de impugnação, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da deputada.







