
Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos iranianos na tarde deste domingo (12), após acusarem o Irã de bombardear um navio de contêineres que navegava pelo Estreito de Ormuz.
Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou que a ofensiva tem como objetivo reduzir a capacidade militar do Irã de atacar embarcações civis e comerciais que transitam pela região.
“O comandante em chefe ordenou que os ataques responsabilizem as forças iranianas”, afirmou o Centcom.
No sábado (11), os Estados Unidos já haviam realizado uma terceira rodada de bombardeios contra o Irã. Segundo o comando militar norte-americano, cerca de 140 alvos foram atingidos, incluindo instalações de mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, sistemas de comunicação e postos de vigilância costeira.
Com essa nova ofensiva, o número de instalações iranianas atacadas ao longo da última semana supera 300, de acordo com os Estados Unidos.
A escalada militar ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Após os ataques norte-americanos, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da passagem por tempo indeterminado e informou ter efetuado disparos de advertência contra embarcações que tentavam utilizar uma “rota não autorizada”. Segundo o grupo, nenhuma embarcação poderá cruzar o estreito enquanto as operações militares estiverem em andamento.
O governo dos Estados Unidos, porém, contestou a informação, afirmando que a navegação continua aberta e que o Irã não possui controle sobre a passagem marítima.
Em resposta, autoridades iranianas reafirmaram que o tráfego no Estreito de Ormuz está temporariamente interrompido.
A Autoridade de Gestão da Via Marítima do Golfo Pérsico (PGSA), criada pelo Irã para administrar o tráfego na região, informou que suspendeu temporariamente a análise de pedidos de autorização para trânsito pelo estreito.
As declarações evidenciam a disputa de versões entre Washington e Teerã sobre a situação da navegação na principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, enquanto a tensão militar continua aumentando na região.
Com informações de Metrópoles







