
A greve dos rodoviários deflagrada nesta segunda-feira (20) já provoca impactos diretos na rotina de Manaus. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) anunciou a suspensão das aulas e das atividades administrativas presenciais nos turnos da tarde e da noite, enquanto a Prefeitura de Manaus informou que não possui pendências financeiras com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e afirmou estar adotando medidas para minimizar os efeitos da paralisação no sistema de transporte coletivo.
A decisão da Ufam foi tomada após o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus anunciar a paralisação da categoria, comprometendo o deslocamento de estudantes, professores, técnicos e demais integrantes da comunidade universitária.
Em nota, a universidade informou que as atividades acadêmicas e administrativas poderão ocorrer de forma remota nas unidades da capital. Segundo a instituição, a medida busca preservar a segurança da comunidade universitária diante das dificuldades de mobilidade provocadas pela interrupção parcial do transporte público.
A administração da Ufam destacou ainda que seguirá monitorando a evolução da greve e informou que novas orientações poderão ser divulgadas pelos canais oficiais caso o cenário sofra alterações.
Prefeitura nega débitos com o sistema de transporte
Em nota oficial, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), esclareceu que não possui débitos referentes ao exercício de 2026 junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
Segundo o município, todas as obrigações financeiras previstas para o ano estão sendo cumpridas regularmente. A administração municipal ressaltou que mantém o compromisso com a continuidade do transporte coletivo e informou que está adotando as medidas necessárias para garantir o funcionamento do sistema e reduzir os transtornos causados aos usuários.
A prefeitura também afirmou que permanece aberta ao diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores, defendendo uma negociação que preserve os direitos da categoria sem comprometer o atendimento à população que depende diariamente do transporte público.
Mobilidade comprometida
A paralisação dos rodoviários afeta milhares de passageiros em Manaus e já provoca reflexos em diferentes setores, especialmente na educação. A suspensão das atividades presenciais da Ufam demonstra o impacto imediato da greve sobre instituições que dependem do transporte coletivo para assegurar o funcionamento regular de suas atividades.
Enquanto as negociações prosseguem, usuários seguem enfrentando dificuldades para se deslocar pela capital, e novas medidas poderão ser adotadas por órgãos públicos e instituições caso a paralisação seja mantida.







