A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (17), um jovem de 18 anos apontado como responsável por um esquema estruturado de tráfico de drogas. A prisão ocorreu no Varjão, durante a Operação Sem Replay, conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia, do Lago Norte.

Segundo as investigações, o suspeito mantinha uma rede de distribuição de entorpecentes que atendia diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. O esquema funcionava de maneira semelhante a um serviço de entrega, com o uso de aplicativos de mensagens para anunciar os produtos, receber pedidos e organizar as vendas.

‘Disk erva’ atendia diferentes regiões

De acordo com a PCDF, o investigado utilizava catálogos virtuais para divulgar as drogas. Ele fotografava porções de maconha de variedades importadas e apresentava as imagens como uma espécie de vitrine para os clientes.

A rede, que teria sido chamada de “Disk erva”, atendia áreas como Lago Norte, Granja do Colorado, Asa Norte, Asa Sul e o próprio Varjão.

As investigações apontam ainda que o jovem planejava ampliar o sistema de entregas. Em mensagens encaminhadas aos clientes, ele informava que, a partir de outubro, os pedidos passariam a ser levados por motoboys diretamente até as residências dos compradores.

comunicados aos clientes informando sobre a nova "Motoconha" que faria o delivery

O contato com usuários era feito através de mensagens e status em redes sociais

A tabela de entorpecentes conta com produtos importados

O Nome da operação é inspirado no "marketing" do traficante

Drogas foram encontradas durante busca

Após a reunião de elementos durante a investigação, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão para o imóvel relacionado ao suspeito.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais localizaram tabletes e porções de diferentes tipos de drogas dentro da residência. O jovem foi encontrado em posse direta dos entorpecentes e acabou preso em flagrante.

Suspeito já tinha histórico de atos infracionais

Apesar de ter apenas 18 anos, o jovem possui, segundo a Polícia Civil, histórico de envolvimento em atos infracionais durante a adolescência.

Entre os registros estão ocorrências análogas a tentativa de homicídio, tráfico de drogas, lesão corporal e furto.

O nome da operação, “Sem Replay”, foi inspirado em uma imagem obtida pelos investigadores durante as apurações. O registro mostrava uma munição de fuzil ao lado de um item tático com a frase “A vida não tem replay”.

O jovem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça. Caso seja condenado pelo crime previsto na Lei de Drogas, a pena pode variar de 5 a 15 anos de reclusão.

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