
O piloto Henrique Donizeti Ferri (foto em destaque), de 32 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada de forma remota na manhã desta sexta-feira (17/7), no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Ele foi preso depois de fazer um pouso forçado em uma área rural de Itarumã (GO) com mais de 342 quilos de cocaína e, segundo a investigação, incendiar a aeronave para tentar destruir provas do tráfico.
O caso ocorreu na quarta-feira (15/7). Conforme a Polícia Militar, após o pouso, Henrique retirou os tabletes de droga do avião, escondeu a carga em uma área de mata e colocou fogo no monomotor, de prefixo PR-KHA, um Cessna registrado em Goiás.
Ao todo, foram apreendidos 342,10 quilos de entorpecentes, sendo 280,80 kg de cloridrato de cocaína, distribuídos em 255 tabletes, e 61,30 kg de pasta base de cocaína, acondicionados em 60 tabletes.
Segundo a polícia, Henrique fugiu após o incêndio e permaneceu escondido até ser localizado no dia seguinte.
As buscas mobilizaram equipes do 5º Batalhão Rodoviário, Comando de Operações de Divisas (COD), Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), Batalhão Rural e unidades da região.
Durante o cerco policial, militares encontraram o pai, a esposa e um amigo do piloto em um Ford Ka, às margens da GO-206, durante a madrugada de quinta-feira (16/7). De acordo com a PM, eles haviam saído de Ribeirão Preto (SP) para resgatar Henrique.
Segundo o coronel Heber Souza Bastos, os familiares combinaram que piscariam os faróis do veículo três vezes para indicar o ponto de encontro. O piloto conseguiu manter contato com eles por meio de um telefone via satélite.
Com o monitoramento da polícia, Henrique saiu da mata no local combinado e foi preso.
Em depoimento, o piloto afirmou que o pouso forçado ocorreu após uma pane mecânica. No entanto, os investigadores suspeitam que o incêndio tenha sido criminoso, já que um galão de combustível foi encontrado ao lado da aeronave.
Ainda conforme a Polícia Militar, Henrique confessou que havia sido contratado para realizar três viagens transportando drogas. A operação interrompida pelo pouso forçado seria a última delas.
Segundo o relato do piloto, a carga foi embarcada em uma região do Mato Grosso próxima à fronteira com a Bolívia e tinha como destino a região de Frutal (MG). Ele afirmou que receberia R$ 70 mil por viagem e que foi contratado pelo proprietário da aeronave.
Henrique, os familiares e o amigo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Jataí. O inquérito segue em andamento para apurar a participação de outros envolvidos no esquema de tráfico internacional de drogas.







