
O atacante espanhol Lamine Yamal afirmou que ainda está longe de atingir seu potencial máximo e acredita que o público ainda não viu sua melhor versão dentro de campo. Em entrevista ao jornal El País, o jovem de 18 anos destacou que segue em processo de evolução e vê um longo caminho pela frente na carreira.
“Eu me vejo muito melhor do que as pessoas me veem. Sei que o caminho à frente é muito longo e que tenho muitas coisas para melhorar”, declarou o jogador.
Yamal chega à Copa do Mundo cercado de expectativas após se consolidar como uma das principais promessas do futebol mundial. O atacante enfrentou problemas físicos antes do torneio, mas deve ganhar mais minutos na partida da Espanha contra a Arábia Saudita neste domingo (21), após atuar nos minutos finais do empate sem gols diante de Cabo Verde na estreia.
O jovem reforçou que encara a confiança depositada nele como um incentivo para continuar evoluindo.
“Sei que as pessoas me veem como se esse fosse o meu nível e pronto. Mas posso usar toda essa confiança para muitas coisas. Tenho um longo caminho pela frente, muita coisa para melhorar. E muito, muito, muito futebol”, afirmou.
Atualmente jogador do FC Barcelona, Yamal também comentou sobre as comparações com grandes estrelas do futebol e admitiu que considera impossível repetir a longevidade de Lionel Messi, que segue atuando em alto nível aos 40 anos.
“Messi é o melhor e continua provando isso. Ele tem uma vantagem sobre todos e tem 40 anos”, destacou.
Durante a entrevista, o atacante também falou sobre a formação dos jovens jogadores e defendeu a importância da criatividade desenvolvida nas partidas de rua. Segundo ele, muitos atletas atualmente entram muito cedo em estruturas organizadas e acabam limitados por orientações táticas excessivas.
Yamal ressaltou que cresceu jogando futebol de rua, experiência que considera fundamental para seu desenvolvimento técnico e criativo.
Além do futebol, o espanhol revelou que a fama conquistada ainda na adolescência mudou completamente sua rotina. Segundo ele, desde os 13 anos atividades simples, como ir ao cinema ou fazer compras, passaram a ser difíceis devido ao constante assédio dos fãs.
Mesmo diante da enorme pressão e da exposição precoce, Yamal mantém os pés no chão e acredita que ainda tem muito a oferecer ao futebol mundial nos próximos anos.







