Câmeras de segurança registraram os três suspeitos de participação no latrocínio que matou o comerciante Evilásio Alves no bairro São José, na Zona Leste de Manaus. A Polícia Civil busca identificar e localizar os envolvidos.

A morte do comerciante Evilázio Alves da Silva, de 60 anos, durante um latrocínio (roubo seguido de morte) na noite desta terça-feira (2), provocou revolta entre moradores e comerciantes do bairro São José, na Zona Leste de Manaus. Conhecido por atuar há mais de 30 anos na comunidade e por sua ligação com a igreja evangélica, o empresário foi executado com um tiro na cabeça dentro da própria panificadora durante a ação criminosa. O caso gerou forte comoção no bairro, mobilizou uma rede de solidariedade entre comerciantes e reacendeu as cobranças por mais segurança na região.

A indignação tomou conta das ruas próximas à panificadora logo após o crime. Moradores relataram medo, insegurança e cobraram uma resposta firme das autoridades diante da ação criminosa que chocou a comunidade. Para muitos, a morte de Evilásio representa mais um episódio da escalada da criminalidade que atinge comerciantes e trabalhadores da Zona Leste da capital.

As investigações apontam que três criminosos participaram da ação. Imagens das câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil mostram que dois assaltantes entraram no estabelecimento enquanto um terceiro permaneceu do lado de fora monitorando a movimentação da rua. Os registros também derrubam uma das primeiras versões que circulavam após o crime: Evilásio não teria reagido ao assalto.

Mesmo sem reação da vítima, um dos criminosos efetuou o disparo que atingiu a cabeça do comerciante. Após o crime, o grupo fugiu da área utilizando uma rota que incluía o Beco São Pedro, onde teria contado com apoio logístico para escapar.

A brutalidade do assassinato gerou uma forte mobilização entre comerciantes da região. Em um gesto de solidariedade à família da vítima e de indignação com o crime, o empresário Endo Sodré anunciou uma recompensa de R$ 5 mil para quem fornecer informações que ajudem na identificação e prisão dos envolvidos.

“A população está cansada de assistir trabalhadores sendo vítimas da violência”, comentou um comerciante da área, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

Evilásio Alves, de 50 anos, era comerciante conhecido e respeitado no bairro São José, onde vivia e trabalhava há mais de três décadas. Ele foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) dentro da própria panificadora, na Zona Leste de Manaus, crime que causou comoção e revolta entre moradores, amigos e familiares.

Poucas horas após o latrocínio, equipes da Polícia Civil prenderam um homem suspeito de ter dado apoio aos criminosos durante a fuga. Segundo os investigadores, ele seria proprietário de uma motocicleta encontrada com marcas de sangue que, possivelmente, pertencem a um dos assaltantes feridos durante a ação.

O suspeito negou participação no crime e afirmou que os criminosos apenas encostaram na motocicleta enquanto fugiam. A versão, porém, é contestada pela polícia. Conforme informações apuradas durante a investigação, o homem teria auxiliado o assaltante ferido, permitindo que ele se escondesse e limpasse o sangue antes de fugir da região.

As imagens de segurança já estão sob análise da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que trabalha para identificar os demais integrantes da quadrilha.

O delegado Fábio Martins, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que as imagens de segurança obtidas durante as investigações descartam a hipótese de reação por parte do comerciante durante o assalto que terminou em tragédia.

Segundo a autoridade policial, a análise preliminar das gravações mostra que Evilásio foi surpreendido pelos criminosos e acabou atingido por um disparo na parte de trás da cabeça.

“Pelas imagens que analisamos até o momento, a vítima não esboçou reação. Ela foi atingida por um disparo na região da nuca. Foi uma ação extremamente violenta e sem necessidade”, declarou Fábio Martins.

Enquanto as investigações avançam, a morte de Evilásio Alves continua gerando forte comoção no São José. Amigos, familiares, membros da igreja que ele frequentava e moradores do bairro cobram justiça e uma resposta rápida das forças de segurança para evitar que novos casos semelhantes voltem a acontecer.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre os suspeitos pode ser repassada de forma anônima por meio do disque-denúncia 181.

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