O senador Omar Aziz (PSD) afirmou nesta segunda-feira (6) que a segurança pública será uma das principais prioridades de um eventual novo governo no Amazonas. Durante o lançamento do segundo eixo do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas, voltado para saúde, segurança e ação social, o parlamentar anunciou que pretende convocar os aprovados nos concursos das polícias Militar e Civil, reestruturar as delegacias e implantar uma nova versão do programa Ronda no Bairro, adaptada ao atual cenário de avanço das facções criminosas.

Questionado pelo jornalista Rai Nascimento, do Portal Ronda Geral, sobre a possibilidade de retomar o programa de policiamento comunitário criado em sua gestão, Omar afirmou que o modelo será reformulado para enfrentar uma realidade muito mais complexa do que a encontrada anos atrás.

Segundo ele, o fortalecimento da segurança passa, inicialmente, pela convocação dos concursados das forças policiais.

“Vou chamar os concursados até maio, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil. Nós vamos fazer um programa Ronda no Bairro muito superior ao que foi, porque hoje enfrentamos uma realidade diferente, marcada pela expansão do crime organizado”, afirmou.

O senador também criticou a estrutura atual das delegacias no estado, alegando que muitas unidades encerram o atendimento durante os fins de semana, o que, segundo ele, prejudica tanto o registro de ocorrências quanto o atendimento à população.

Para Omar, além do aumento do efetivo, será necessário investir na valorização dos profissionais, na utilização de novas tecnologias e na ampliação da rede de delegacias.

“Não adianta colocar mais policiais nas ruas se as delegacias não funcionarem 24 horas por dia. Depois que deixei o governo, nenhuma nova delegacia foi construída em Manaus, apesar do crescimento da cidade. Precisamos reorganizar toda essa estrutura”, declarou.

Proteção às mulheres

Outro tema de destaque durante a coletiva foi o enfrentamento da violência contra a mulher. Em resposta à jornalista Liliane Araújo, Omar reconheceu que a situação atual é preocupante tanto na capital quanto no interior e defendeu uma reformulação das políticas públicas voltadas ao atendimento das vítimas.

O senador afirmou que pretende construir essas ações ouvindo diretamente mulheres, especialistas e profissionais que atuam diariamente na proteção feminina.

“Quem sabe o que é melhor para a mulher é a própria mulher. Não é o homem que vai impor essas soluções. Vamos ouvir quem vive essa realidade para construir políticas públicas eficientes”, destacou.

Como exemplo de iniciativas adotadas em sua gestão, Omar relembrou a implantação de um centro integrado de atendimento às mulheres na Zona Sul de Manaus, reunindo, em um único espaço, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário.

Também afirmou manter diálogo com especialistas da área, entre elas as delegadas Débora Mafra e Joyce Coelho, além da deputada estadual Alessandra Campêlo, para formular novas ações de combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Combate ao feminicídio

Durante a entrevista, Omar ressaltou ainda que, ao lado do senador Eduardo Braga, participou da aprovação de legislações mais rígidas contra autores de feminicídio e violência doméstica no Congresso Nacional.

Segundo ele, o endurecimento das penas representa um avanço importante, mas defendeu que o combate à violência contra a mulher depende também de investimentos em prevenção, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção.

“O Brasil avançou na legislação, mas precisamos avançar ainda mais nas políticas públicas e no atendimento às mulheres vítimas de violência”, afirmou.

Plano de governo continua aberto

As propostas foram apresentadas durante o lançamento do segundo eixo do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas, documento que reúne diretrizes para saúde, segurança pública e ação social. Segundo Omar Aziz, o plano foi elaborado a partir das demandas colhidas durante caravanas realizadas por municípios do interior e continuará recebendo sugestões da população, especialistas e lideranças para consolidar o programa de governo voltado às eleições de 2026.

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