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O influenciador e empresário Pablo Marçal afirmou nesta terça-feira (20/10) que pretende conversar com o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para que ele aceite o desafio apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a abertura de sigilos bancário e telefônico.

A declaração foi feita após um encontro político realizado em Barueri, na Grande São Paulo, que reuniu Flávio Bolsonaro, aliados e aproximadamente 400 influenciadores digitais.

Marçal afirmou que concorda com a divulgação de informações financeiras, mas defendeu que a medida também inclua dados relacionados aos gastos do governo federal e aos registros de visitas ao Palácio do Planalto.

O empresário declarou estar disposto a disponibilizar informações de suas empresas, desde que o governo também divulgue os dados solicitados por ele.

Influenciador cobra transparência sobre gastos do governo

Durante a entrevista, Marçal mencionou despesas realizadas com cartões corporativos e defendeu a divulgação de registros de visitantes do Palácio do Planalto.

O influenciador citou o valor de R$ 7 bilhões ao questionar os gastos com cartões corporativos, mas não apresentou, na declaração reproduzida, documentos que comprovassem a cifra ou esclarecessem o período a que ela se refere.

Marçal também afirmou que candidatos a cargos públicos já precisam apresentar informações patrimoniais e fiscais. No entanto, a declaração de bens à Justiça Eleitoral não equivale à divulgação integral de movimentações bancárias ou de declarações de Imposto de Renda.

O empresário voltou a abordar o assunto nas redes sociais, defendendo maior transparência sobre as despesas do governo federal.

Desafio foi apresentado durante debate presidencial

A discussão sobre a abertura de sigilos começou após Lula desafiar Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes, no domingo (18/10), em São Paulo.

Na ocasião, o presidente propôs que ambos divulgassem informações bancárias e telefônicas, incluindo dados patrimoniais de seus familiares.

Lula também sugeriu que os documentos fossem apresentados à Justiça antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10).

As declarações de Marçal ocorreram após um evento de mobilização digital da campanha de Flávio Bolsonaro, que contou com a presença do senador eleito Guilherme Derrite (PP), do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) e da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL).

O encontro teve como objetivo ampliar a divulgação das propostas do candidato nas redes sociais e alcançar eleitores indecisos na reta final da disputa presidencial.

Até o momento das declarações de Marçal, não havia confirmação, nas informações apresentadas, de que Flávio Bolsonaro tivesse aceitado formalmente a proposta de abertura dos sigilos.

Com informações de Metrópoles

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