O senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu o endurecimento da legislação brasileira para ampliar a proteção às mulheres vítimas de violência, especialmente nos casos em que continuam sob ameaça mesmo depois da intervenção da Justiça. Entre as medidas apoiadas pelo parlamentar estão o monitoramento eletrônico de agressores, alertas de aproximação enviados à própria vítima e regras mais severas para reincidentes.

Ao defender o avanço das propostas no Congresso Nacional, Braga afirmou que o país precisa fortalecer os instrumentos legais destinados à proteção das mulheres.

“Está mais do que na hora de termos uma legislação mais forte, mais decidida com relação ao direito da mulher brasileira”, declarou o senador.

Uma das propostas apresentadas por Braga prevê a utilização da tornozeleira eletrônica para monitorar a distância entre o agressor e a vítima protegida por decisão judicial.

Pelo mecanismo, caso o agressor ultrapasse o limite de aproximação determinado pela Justiça, as autoridades poderão ser alertadas. A própria mulher também poderá receber uma notificação no celular, permitindo a adoção de medidas de proteção antes que ocorra uma nova agressão.

A proposta já foi aprovada pelo Senado e avançou no processo legislativo para se tornar lei.

Punição mais dura para quem continuar ameaçando

Outra frente defendida por Eduardo Braga busca proteger mulheres que permanecem ameaçadas mesmo após a condenação do agressor.

A proposta estabelece regras mais rígidas para quem voltar a ameaçar a vítima. Dependendo do caso, o condenado poderá passar a cumprir a pena em condições mais severas.

O texto também abre a possibilidade, em determinadas situações, de transferência do preso para outro estado, aumentando a distância física em relação à vítima e aos familiares dela.

A medida também avançou no Senado e integra o conjunto de iniciativas apoiadas pelo parlamentar para tentar impedir que ameaças se transformem em novos episódios de violência.

Misoginia como crime

Braga também se posicionou favoravelmente à proposta que pretende criminalizar a misoginia — caracterizada pelo ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres pelo fato de serem mulheres.

Para o senador, o enfrentamento à violência não deve se restringir à agressão física, mas alcançar outras manifestações de violência e discriminação contra as mulheres.

Embora nem todas as medidas estejam atualmente em vigor, as propostas já avançaram no Congresso Nacional. Para Braga, o fortalecimento da legislação é uma das ferramentas disponíveis para ampliar a prevenção, proteger mulheres ameaçadas e aumentar a responsabilização dos agressores.

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