Os enviados de paz dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniram neste domingo (6) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev, em mais uma tentativa do governo de Donald Trump de avançar nas negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia. O encontro ocorreu um dia após os representantes norte-americanos se reunirem durante cerca de três horas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

A reunião com Putin, realizada no sábado (5), terminou sem um acordo definitivo para o fim do conflito, que já se estende por quatro anos e meio. Apesar da ausência de um entendimento, o presidente russo classificou as conversas como “altamente úteis”.

Após o encontro em Moscou, Kushner e Witkoff viajaram para a capital ucraniana, onde se reuniram com Zelensky e outros integrantes da alta cúpula do governo da Ucrânia. A agenda faz parte da estratégia dos Estados Unidos para tentar aproximar as posições de Moscou e Kiev e criar condições para um eventual acordo de paz.

As negociações anteriores conduzidas com a participação dos Estados Unidos e incentivadas por Trump tiveram resultados limitados. As principais divergências entre russos e ucranianos permanecem sem solução, dificultando a construção de um acordo capaz de colocar fim aos combates.

A Casa Branca informou que os próximos passos das negociações deverão ser anunciados ao longo desta semana. A expectativa é que as conversas realizadas separadamente com Putin e Zelensky permitam aos representantes norte-americanos avaliar as posições de cada lado e identificar possíveis pontos de convergência.

Zelensky considera a participação dos Estados Unidos fundamental para qualquer tentativa de estabelecer um acordo de paz. O presidente ucraniano também avalia que existe uma janela de oportunidade para avançar nas negociações antes que Washington passe a concentrar cada vez mais atenção no processo eleitoral norte-americano.

A preocupação ucraniana ocorre diante da proximidade das eleições presidenciais dos Estados Unidos, que podem alterar prioridades da política externa de Washington. Para Kiev, a manutenção do envolvimento norte-americano é considerada importante tanto para as negociações diplomáticas quanto para as discussões relacionadas à segurança do país.

A Rússia, por sua vez, mantém suas próprias exigências para encerrar o conflito. As diferenças entre as condições defendidas por Moscou e os interesses de Kiev continuam sendo um dos principais obstáculos para um acordo.

A reunião deste domingo representa, portanto, mais uma etapa da tentativa de mediação conduzida pelo governo Trump. A passagem dos enviados norte-americanos por Moscou e Kiev em um intervalo de pouco mais de 24 horas demonstra o esforço de Washington para manter um canal de diálogo simultâneo com os dois governos.

Apesar da movimentação diplomática, ainda não há indicação de que um acordo definitivo esteja próximo. A expectativa agora está voltada para os próximos passos que serão anunciados pela Casa Branca e para a possibilidade de novas rodadas de negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.

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