Chanceler iraniano Abbas Araghchi • 21/6/2025 REUTERS/Umit Bektas

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu nesta segunda-feira (13) à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de navios comerciais que utilizam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás do mundo.

Em uma publicação na rede social X, o chanceler iraniano afirmou que Trump está “absolutamente certo” ao defender que quem garante a segurança da navegação na região deve ser remunerado. No entanto, ironizou o percentual sugerido pelo presidente norte-americano.

Segundo Trump, os Estados Unidos passariam a atuar como os “guardiões” do Estreito de Ormuz e cobrariam 20% do valor da carga transportada pelas embarcações comerciais como forma de custear a segurança da hidrovia.

Ao responder à proposta, Araghchi utilizou um tom irônico e reproduziu o estilo característico de Trump nas redes sociais, com palavras em letras maiúsculas.

“Quem proporciona a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser compensado por esse serviço”, escreveu o ministro.

Em seguida, reforçou a posição do governo iraniano sobre o controle da região.

“O Irã sempre foi o GUARDIÃO do Estreito e continuará sendo PARA SEMPRE“, afirmou.

O chanceler concluiu a mensagem ironizando a taxa defendida pelo presidente dos Estados Unidos.

“20% é, obviamente, demais. Nós seremos justos.”

O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa uma parcela significativa das exportações mundiais de petróleo e gás natural. A região é alvo frequente de tensões entre Irã, Estados Unidos e seus aliados, tornando qualquer proposta relacionada ao controle da navegação um tema de grande impacto para a economia e a geopolítica internacional.

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